I
Consulta de codificação em matriz - Visualização do [Conjuntos estáticos\3º Ciclo e Secundário, Códigos\Categorias FYT\1. Percursos\1980 - 1989]
Arquivos\3º Ciclo e Secundário\Agustina
E eu também não imaginava. Eu fiz Direito depois, mas antes fui para Letras. Porque eu não queria ir para Coimbra, só queria ir para o Porto, [mas] a minha mãe achava que eu era muito jovem para ir para o Porto — para ir para Lisboa, desculpe. Eu queria fazer Direito em Lisboa; na altura não havia direito no Porto. Então fui para a Faculdade de Letras, porque tinha a inclinação, por um lado, das matemáticas, que sempre tive, das línguas e da política. Decidi ir para a Faculdade de Letras até acabar a licenciatura e ir para Direito, como eu fiz, mas depois no Porto.
Arquivos\3º Ciclo e Secundário\Amélio
Estive lá nove anos. Entretanto, ao fim de uns cinco ou seis anos de permanência na Escola da N., concorri ao mestrado. Na altura abriu o mestrado em Ciências da Educação, para preparação de professores nas Escolas superiores de Educação. Não sei se sabe, mas o ensino superior politécnico iniciou-se com as escolas superiores de educação. Não havia outras escolas. Pronto, eu fui fazer esse curso e esse mestrado foi lecionado por uma universidade americana, a Boston University. Contudo, a maior parte do curso foi cá. Os professores eram menos. Deslocavam-se eles cá. Tivemos, depois, um semestre lá em Boston a visitar escolas, a inteirar-nos do funcionamento das escolas. E esta era só uma das coisas que se fazia nesse terceiro semestre. Depois no quarto semestre regressámos para fazer a tese.
Arquivos\3º Ciclo e Secundário\Caetana
Depois voltei à minha escola, a GE, onde eu já tinha feito algumas coisas interessantes, nomeadamente uma feira das escolas com o professor de Educação Física que estava lá, mais velho que eu, mas com quem eu me entendia muito bem a trabalhar e tínhamos feito umas coisas muito interessantes. E entretanto, nessa altura, ainda em NN, comecei a entrar nos computadores da Universidade Nova. E depois quando cheguei à GE, levei os computadores e mantive-me nas reuniões na faculdade e levei os computadores para as escolas.
Arquivos\3º Ciclo e Secundário\César
Eu iniciei em Abril de 1982 e tenho estado sempre no grupo 500 do ensino secundário, que é Matemática.
Arquivos\3º Ciclo e Secundário\Chico
Referência 2 - 2,27% Cobertura
A terceira escola foi em Sintra, num espaço lindíssimo, porque era uma dependência da Escola Secundária de Sintra, na Portela, e era num palácio antigo e agora é de pensões. Agora é da Segurança Social. O espaço interior onde eu fazia educação física era um salão imenso com uma lareira enorme. Era lindíssimo aquele espaço branco. E também foi uma experiência muito agradável. Foi porque era uma dependência e tinha cerca de 500 alunos, 400, muito pequena. E, portanto, havia muita ligação aos miúdos. Eu liguei muito aos miúdos. Fizemos coisas giras e fizemos coisas muito engraçadas. Uma delas foi construirmos uma sala de convívio numa cave com aquelas caves do palácio, com luzes estranhas todas psicadélicas. Foi engraçado. Foi principalmente aquilo que me lembra, pela ligação que eu tive com os miúdos e os miúdos comigo. Essa construção. Mas construímos isto e aproveitamos o espaço e melhoramos o espaço. Durante umas férias inteiras andamos para lá com os miúdos a fazer coisas. Era engraçado. Pusemos cartolinas pretas nas janelas para ficar mais escuro e assim mais uma coisa [...] penso que foi bom.
Arquivos\3º Ciclo e Secundário\Eva
E então o ministério - depois estas são as confusões do ministério que já vêm de longe - deu por ela, que tinha uma catrefada, que é o termo, de professores agregados com dois anos, o que entrava nos cofres e não permitia depois lá aquelas burocracias deles. Então, nesse ano em que eu estava agregada no liceu, obrigaram-nos para concorrer para efectivo - que era o que nós queríamos, quadro de escola - obrigaram-nos a concorrer a 50 escolas com vaga, num ano em que abriram poucas vagas. Está a perceber o jogo do ministério? Eu sei que concorri pela linha de comboio, a linha de Norte e a linha do Douro. Eu concorri até às portas de Lisboa, até Loures. E no Douro até Vila Real. Fiquei colocada na Régua, felizmente, porque a escola que eu entrava a seguir acho que era Entroncamento ou um bocadinho mais longe. Por isso eu fui efectivar à Régua. Depois estive três anos em Espinho. Porque no outro ano já abriram muitas vagas e então eu dei o salto para Espinho e depois em Espinho eu já só concorri para o liceu, no primeiro ano ainda concorri para Valadares e para a B.. Depois já concorri só para o liceu. Porque eu até gostava de estar em Espinho, sabe? Tinha uma filha, porque entretanto tinha casado e entretanto tinha nascido a minha filha e ela era pequenininha e eu para ir para Espinho, na altura não havia autoestrada ainda, tinha que me levantar muito cedo, levantar a criança muito cedo, deixá-la muito cedo no infantário e achei que estando em Gaia, controlava melhor as horas e não precisava de andar tão estressada com os horários. E então eu vim em 85 para Gaia até 2021.
Arquivos\3º Ciclo e Secundário\Maia
O estágio foi engraçado, porque calhou… Fiz um estágio estranho que durou 2 ou 3 anos. Eram 2 anos. Nós tínhamos 16h de aulas e, para além disso, tínhamos 5, 6 cadeiras na ESE para fazer, de Ciências da Educação. Era de loucos. Eu fechei a Escola Superior de Educação. Foi para lá a comunicação social! Fechei-a mesmo, eu e um colega de Filosofia, de microfone, fechámos aquela coisa, porque aquilo era tão mau, tão mau! A única coisa que nós pedíamos era exigência, era competência. Um exemplo, sei lá, Psicologia: eu já estava na 3ª aula, ainda só ia nos 2 anos, e eu disse: “Peço desculpas, mas nós somos todos do Ensino Secundário, nem sequer é do 3º Ciclo, não estamos a perceber porque é que estamos em Psicologia da primeira infância, quer dizer [...]?. “Ah, mas foi isso que eu aprendi, convidaram-me para vir para aqui...” Portanto, era deste estilo. Pessoas do Desenvolvimento Curricular não sabiam o que era um Conselho Pedagógico... Aquilo era desastroso. Foram 2 anos de muito trabalho. Sobretudo porque a mim calhou-me um orientador, uma prima minha, muito boa, não vou dizer quem é, e eu não podia fazer estágio com ela, por razões óbvias, ela achava que não havia problema nenhum, mas eu não quis, e então meti-me ao caminho. Fui a Gondomar, sabia que havia por lá um professor que era muito bom e que estaria disponível, porque ele era do Conselho Executivo na altura. Matias Alves, não sei se já ouviu falar dele, José Matias Alves, um dos patrões na Católica, das Ciências da Educação. Trabalha na sua área completamente, orienta Doutoramentos e Pós-Doutoramentos. É esse, sobretudo, o trabalho dele. E, a partir daí, eu tive um mestre, de facto, e mudou tudo. Mas mudou tudo… As aulas, sempre foram um prazer, mas a partir daí foram um grande prazer.
Arquivos\3º Ciclo e Secundário\Maria
Era uma escola tão proativa, tão cultural, era incrível! Tinha muito a ver com a direção. E depois concorri para a Abel Salazar passados 10 anos. Morava ali em Leça do Balio. Fui para a Abel Salazar e depois comecei a colaborar com a faculdade. A faculdade começou-me a bater à porta e eu comecei a trabalhar a nível do estágio com a faculdade porque era um desafio.
Arquivos\3º Ciclo e Secundário\Matilde
Depois, como me está a perguntar como era a escola, houve uma fase muito má com drogas, muito má. Eu vi uma vez, até, uma aluna a rebolar pelas escadas abaixo. Quer dizer, era muito má.
Arquivos\3º Ciclo e Secundário\Otávia
No ano lectivo de 1989-90, fiz um curso de supervisão na Escola Superior de Educação do Porto, vários dias, vários temas foram abordados. Foi com o Roberto Carneiro.
Arquivos\3º Ciclo e Secundário\Rómulo
Na Praia do Ribatejo também foi uma experiência muito interessante, porque quando chegámos lá, só havia três professores efetivos e os outros todos, os outros dez porque era uma escola pequenina, do primeiro ao nono ano. É uma escola pequenina que tem pela primeira vez dez professores, já com alguma idade. Eu tinha 30 e poucos, os meus colegas mais velhos também... pela primeira vez tem professores que estão no quadro. Nós chamávamo-nos, na altura, efetivos provisórios. São professores que estão para entrar para o quadro, são pessoas já com alguma carreira feita. E era muito engraçado porque, por exemplo, as funcionárias da escola tratavam-nos como se nós fôssemos miúdos pequenos, a querer mandar em nós. Aquilo foi um choque muito grande ao princípio, para todos nós. Porque as funcionárias estavam habituadas a ter jovens pessoas que vinham dar aulas com oito disciplinas, vinham de Lisboa, vinham das faculdades e iam ali ganhar um dinheirito. E portanto, aí a experiência também é no trabalho com colegas... eram dez pessoas que estavam deslocadas de casa e que se juntavam à noite, nomeadamente para trabalhar, fazer os trabalhos, produzir material, fazer trabalho interdisciplinar. Na Praia do Ribatejo havia tempo, as pessoas não tinham famílias, não tinham nada.
Arquivos\3º Ciclo e Secundário\Teresa
Sim, eu agreguei em Vila Flor, porque fiz o concurso. Como ainda não sabíamos, éramos inexperientes e concorri a nível geral. Agora não arranjam emprego e andam aí já há 20 anos e ainda estão no quarto escalão e ainda com um ordenado muito baixinho. Mas na altura nós tínhamos medo de ir para o Algarve. Era o nosso medo, o Algarve, Trás os Montes, que já para nós era muito longe.
Arquivos\3º Ciclo e Secundário\Violeta
Concorri de novo e fiquei no Liceu de G, e já consegui ficar lá. Eu apresentei-me no dia 1 de outubro e a minha filha nasceu no dia 27, então, eu disse: “Peço muita desculpa, mas, realmente… por um lado, o liceu fica-me muito mais perto, por outro lado, eu vou estar em casa, agora algum tempo…” – não é tanto como se está agora, mas naquela altura também já não era um mês, já eram 3 meses, portanto, também não se compadece com uma gestão como a desta casa. E pronto, saí de OD e fui para o Liceu de G. Portanto, a partir de 1980 até ao ano em que me reformei, 2009/2010, estive sempre no Liceu de G.
Arquivos\3º Ciclo e Secundário\Virgílio
Realmente iniciei, os primeiros anos não foram anos muito marcantes. Começou a ser marcante para mim no estágio. Para mim foi a abertura de muitas portas. Foi fantástico. Tive também o privilégio de trabalhar com duas colegas que estavam a fazer estágio comigo, e formamos uma equipa de trabalho excelente. E a partir daí a docência tornou-se algo para mim quase como respirar.